Uma das principais causas de dificuldades financeiras nas empresas não está na falta de faturação.
Está, muitas vezes, na falta de preparação para os impostos.
Muitas empresas utilizam todo o dinheiro que entra como se fosse lucro.
No entanto, uma parte significativa desse valor não pertence à empresa — pertence ao Estado.
Quando esse montante não é devidamente reservado, surgem problemas de tesouraria, sobretudo nos momentos de pagamento de impostos.
Que impostos devem ser considerados?
Dependendo do tipo de empresa e do seu enquadramento fiscal, os principais impostos a considerar são:
IVA
IRS ou IRC
Segurança Social
Cada um destes impostos tem regras próprias, prazos distintos e impactos diferentes na tesouraria, o que torna o planeamento essencial.
Não existe uma percentagem única aplicável a todas as empresas.
Ainda assim, como orientação geral, muitas empresas beneficiam de reservar entre 20% a 30% da faturação mensal para impostos.
📌 Nota: esta percentagem pode variar significativamente, dependendo do regime fiscal, da estrutura de custos e do setor de atividade.
Uma das melhores práticas é separar automaticamente uma percentagem das receitas todos os meses, como se se tratasse de um custo fixo.
Este hábito simples permite:
Um acompanhamento contabilístico regular permite uma gestão fiscal mais eficiente e previsível.
Um contabilista pode ajudar a:
✔️ prever os valores de imposto a pagar
✔️ ajustar a percentagem a reservar
✔️ evitar pagamentos excessivos ou insuficientes
✔️ garantir o cumprimento atempado das obrigações fiscais
Empresas organizadas não são aquelas que evitam impostos.
São aquelas que se preparam para os pagar de forma eficiente e sem impacto negativo na tesouraria.
Um bom planeamento faz toda a diferença entre uma empresa que reage… e uma empresa que antecipa.